Atendimento em Psicanálise, Coaching, Sexologia, Hipnose, Regressão, Florais de Bach, Reiki.

Existe momentos em sua vida em que esta se sentindo aflito, para baixo ou sozinho? Você tem um ente querido que não parece estar feliz ? Problemas de relacionamento, de ordens sexuais, disfunções, etc? Você chegou ao lugar certo para entender e solucionar seus problemas.

Depressão, uma doença que derruba.

Um dia você acorda com menos energia, interesse e humor. Ou então está difícil se concentrar e o sono anda irregular. Ou, ainda, percebe que atividades físicas e mentais estão mais lentas e sente um ar de fracasso.

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Hipnose

A hipnose é uma técnica consagrada em trabalhos psicodinâmicos de terapia e desenvolvimento pessoal, quando usada adequadamente facilita as mudanças positivas na vida das pessoas.

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Como falar de Sexo com seus filhos

COMO CONVERSAR SOBRE SEXO COM SEUS FILHOS

Falar sobre sexo com os filhos é tão importante quanto constrangedor para muitos pais. Vergonha e a própria educação recebida os bloqueiam para uma atitude mais natural diante desse tipo de questionamento fazendo desse um assunto difícil de transmitir em palavras.Fato é que o interesse pelo tema tem aparecido cada vez mais cedo. Então, se você ainda não falou sobre sexo com eles, saiba que a sociedade já e, muitas vezes, de uma forma que eles não conseguiram entender. Assim, com o aumento do estímulo sexual não dá para colocar o sexo distante da vida dos pequenos, até mesmo porque não é um tema proibido ou um mito a ser evitado por ninguém. Sexo existe, ainda que se ignore o assunto.

Mas, muitos pais se questionam sobre quando seria o momento ideal para se ter uma conversa desse tipo. Quando a criança começar a se interessar pelo corpo, ou pelo assunto, já pode e deve ser abordado, respeitando sempre sua curiosidade e desenvolvimento emocional. Então, nada de dizer que esse não é um assunto do seu interesse, mas tenha em mente a idade da criança. Fale de maneira simples, direta e, ao mesmo tempo, descontraída, sem ir além daquilo que foi perguntado. O ideal é trazer o assunto aos poucos, à medida que a curiosidade for aumentando, ou seja, não resumido a uma só conversa, pois permitir que o tema volte é bem mais eficiente e educativo.

Caso não haja perguntas, os pais podem tomar a frente. Divida com seu filho as dúvidas e os sentimentos que tinha na idade dele e explique que o ato sexual pode ser prazeroso e, ao mesmo tempo, trazer alguns transtornos caso não haja precauções. Não deixe de fora questões como doenças sexualmente transmissíveis, virgindade, o uso correto de método contraceptivos, a necessidade do preservativo, a influência dos amigos, o afeto que envolve o ato e, até mesmo, o abuso sexual, explicando sobre os limites e dizendo que ninguém tem o direito de tocar o seu corpo e nem de obrigá-lo a fazer algo que não queira. Informe sobre os órgãos genitais e como eles funcionam, sobre as diferenças entre os gêneros masculino e feminino, dando exemplos do dia-a- dia.

Responda ao que foi perguntado:Vale perguntar o que já se sabe sobre o assunto ou como começou essa dúvida; pois isso, ajuda no caminho que seguirá na hora da explicação, mas nada de ficar dando voltas sem responder. Tenha certeza de que seu filho teve a consideração que merecia. Respostas insuficientes não acabarão com a curiosidade e o assunto poderá ser abordado por pessoas não confiáveis. Então, responda sempre, ainda que a pergunta já tenho sido feita outras vezes, pois se ela se repete é sinal de que a criança continua confusa sobre o assunto. Escolha o momento apropriado: Uma pergunta feita em um ambiente inadequado não precisa ser respondida na mesma hora, mas deve-se deixar a garantia de que será respondida depois, em um momento oportuno. Explique que não é a hora para essa conversa e você estará preservando a relação e o seu filho.

E se eu não souber?Não precisa se preocupar afinal ninguém tem que saber de tudo. Vocês podem procurar juntos pela resposta, mas não deixe a criança sem uma. Nunca minta ou invente explicações. Responda com o mesmo cuidado que você gostaria de receber caso a dúvida fosse sua. Não precisa procurar por uma resposta perfeita, pois tudo vai depender da idade do seu filho e da intimidade que a família tem com o assunto.

Respeite a pergunta:Esse não é um assunto sem importância, assim como não é algo sujo. Cuidado com os preconceitos e não se envergonhe de uma tendência natural. Não trate o sexo como algo feio ou imoral, mas com a naturalidade que merece. Independente da idade, seus filhos podem fazer pergunta sobre sexo a qualquer momento. Isso não quer dizer que tenham interesse em fazer sexo. Não precisa se preocupar e acreditar que ao esclarecer as dúvidas, você estará estimulando precocemente a sexualidade deles.

Dr Abnézer Lima da Silva

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Personalidade Borderline

O Síndrome de Borderline, também conhecido por transtorno de personalidade limítrofe, é uma doença psicológica grave que provoca oscilação de humor, medo de ser abandonado pelos amigos e comportamentos impulsivos, como gastar dinheiro de forma descontrolada ou consumo exagerado de comida, por exemplo.

Geralmente, os indivíduos com Síndrome de Borderline têm momentos em que estão estáveis, que alternam com surtos psicóticos, manifestando comportamentos descontrolados. Esses sintomas começam a se manifestar na adolescência e se tornam mais frequentes no início da vida adulta.

Por vezes, este síndrome é confundido com doenças como esquizofrenia ou doença bipolar, porém a duração e intensidade das emoções é diferente, sendo fundamental o paciente ser avaliado por um psiquiatra para saber o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado.
Sintomas da Síndrome de Borderline
Os sintomas mais comuns da Síndrome de Borderline podem ser:

Alterações do humor ao longo do dia, variando entre momentos de euforia e de profunda tristeza;
Sentimentos de raiva, desespero e pânico;
Irritabilidade e ansiedade que pode provocar agressividade;
Medo de ser abandonado por amigos e familiares;
Impulsividade e dependência por jogos, gasto de dinheiro descontrolado, consumo exagerado de comida, uso de substâncias e, em alguns casos, não cumprindo regras ou leis;
Baixa autoestima;
Sensação de solidão e de vazio interior.
Os portadores deste transtorno têm medo que as as emoções fujam do seu controle, demonstrando tendência para se tornarem irracionais em situações de maior estresse e criando uma grande dependência dos outros para conseguirem estar estáveis.

Em alguns casos mais graves, pode ocorrer automutilação e até suicídio, devido à enorme sensação de mal-estar interior.image

Pornografia afeta o cérebro e a líbido

 
 
A indústria pornográfica oferece a homens e mulheres a oportunidade de explorar suas fantasias mais íntimas.
Porém, embora as imagens e filmes possam ajudar a aumentar sua libido, e muitos relatam melhora em seus relacionamentos por conta disso, há um outro lado afetando sua saúde. De liberação de hormônios que melhoram o humor ao desencadeamento de tendências viciantes, pornografia pode ter um efeito peculiar no cérebro humano.
Assistir pornô faz com que a dopamina, o neurotransmissor responsável pela recompensa e prazer, seja ativada. Mas, o surto contínuo e repetido de dopamina, por assistir regularmente pornografia, torna seu cérebro insensível aos efeitos.
Um estudo publicado no JAMA Psychiatry, em 2014, descobriu que ver pornografia regularmente parecia aliviar a resposta à estimulação sexual ao longo do tempo. Isso significa que o cérebro precisa de mais dopamina, a fim de sentir o mesmo prazer que leva uma pessoa a assistir a mais pornografia, de acordo com pesquisadores alemães.
Um estudo de 2011, publicado no portal Psychology Today, constatou que esses picos de dopamina pornográficos faz com que o cérebro dos usuários precise de experiências cada vez mais extremas para se tornar estimulados. Após serem expostos a tantas imagens diferentes em filmes, os homens tornaram-se sensibilizados e estão cada vez mais incapazes de ficarem animados por encontros “comuns”. O relatório concluiu que a pornografia está criando uma geração de jovens sem “esperança sexual” ativa.
Homens que assistem pornografia também podem estar encolhendo seus cérebros, de acordo com os pesquisadores alemães. A área do cérebro relacionada com a motivação e recompensa de resposta, encolheu naqueles que viam mais pornografia. O estudo marcou a primeira vez que pesquisadores descobriram uma possível ligação entre a exibição regular de pornografia e danos físicos. No entanto, eles observaram que é possível que as pessoas que passam mais tempo vendo pornografia tenham nascido com alguma “tendência” natural no cérebro.
Quando viciados em pornografia assistem o material, a parte de ‘vício’ do cérebro é estimulada, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em 2013. Os cérebros dos homens jovens que são obcecados por pornografia online, são “iluminados como árvores de Natal” ao ver as imagens eróticas, descobriu o estudo pioneiro. A área estimulada é a mesma responsável pelo prazer e vício em drogas e álcool.
Imagem: Daily Mail / Tradução livre
Um outro estudo da mesma universidade, de 2014, descobriu que viciados em sexo que assistiram pornografia desde cedo tiveram três regiões do cérebro mais ativadas do que seus colegas que não eram viciados. O estriado ventral, cíngulo anterior dorsal e a amígdala, ativos pelos viciados, são as mesmas que respondem aos estímulos de drogas. O estriado ventral está envolvido na recompensa e motivação de processamento, enquanto o cíngulo anterior dorsal tem a ver com a antecipação de recompensas e desejo pela droga. A amígdala está envolvida no processamento do significado dos acontecimentos e emoções.

Sexualidade

disfunçoes sexuais

Dificuldades e disfunções sexuais homens e mulheres

A saúde sexual é um estado de completo bem-estar físico, emocional, mental associado à sexualidade e não só à ausência de doença ou enfermidade” (OMS, Organização Mundial de Saúde).

A pessoa pode apresentar alterações ou perturbações no seu ciclo de resposta sexual surgindo as dificuldades ou disfunções sexuais que impedem a vivência de uma vida sexual satisfatória e gratificante.

As causas que podem estar na origem ou contribuir para estas dificuldades, podem ser orgânicas, psicológicas ou mistas. Problemas de saúde físicos e psicológicos, uso de medicamentos, tabagismo, problemas afetivos ou de natureza relacional, falta de experiência sexual e de conhecimento do corpo, traumas sexuais, assim como fatores socio económicos e profissionais, podem refletir-se de forma negativa na resposta sexual.

As disfunções sexuais podem ser desencadeadas por causas orgânicas e, muitas vezes agravadas pela sua repercussão emocional.

Uma disfunção pode ser primária, se coincide com o início da atividade sexual e secundária se foi adquirida ao longo do tempo. Pode ser generalizada, se está presente em qualquer circunstância, ou situacional, se está presente apenas em determinadas circunstâncias.

Uma consulta junto de um terapeuta especializado é uma forma eficaz de desbloquear medos e ansiedades, permitindo a construção de atitudes positivas em relação ao sexo. A educação e informação sobre aresposta sexual humana, são também muito importantes e eficazes na resolução ou diminuição do impacto que algumas dificuldades sexuais têm na pessoa. Em alguns casos, as abordagens terapêuticas poderão incluir a sugestão de determinados exercícios e técnicas específicas.

Neste âmbito, dispomos de consultas de “Sexologia e Aconselhamento Conjugal“.

Disfunções sexuais femininas

Desejo sexual hipoativo

Consiste na diminuição ou ausência total de desejo sexual. A mulher não manifesta interesse por atividades sexuais ou eróticas preliminares e não sente desejo de iniciar a atividade sexual, podendo ocorrer o evitamento do contacto físico íntimo.

Alterações hormonais, doenças endocrinológicas, toma de determinados medicamentos ou fatores psicológicos tais como depressão ou perturbações da ansiedade, podem contribuir para a diminuição do desejo sexual.

Aversão sexual

Consiste na aversão do contacto sexual com consequente evitamento de todo ou quase todo o contacto sexual genital.

Atitudes negativas face ao sexo, educação sexual repressiva, historial de violência/abuso, dispareunia, são alguns dos fatores que podem contribuir para esta dificuldade.

Perturbação da excitação sexual

Consiste na dificuldade em adquirir ou manter um estado de excitação sexual adequada até a consumação da atividade sexual, frequentemente expressa pela ausência ou diminuição da lubrificação vaginal.

Alterações endocrinológicas, por exemplo na amamentação e menopausa, podem conduzir a diminuição de lubrificação vaginal, assim como algumas doenças crónicas como a diabetes, doenças da tiróide, toma de determinados medicamentos ou tabagismo.

Fatores psicológicos como ansiedade, stresse e depressão, assim como fatores de ordem relacional como a falta de estimulação adequada do/a parceiro/a e deficiente comunicação, são alguns dos fatores que também podem contribuir para esta dificuldade.

Perturbação do orgasmo

A perturbação do orgasmo consiste na dificuldade ou incapacidade persistente ou recorrente de atingir o orgasmo, após uma fase normal de excitação sexual.

Algumas doenças neurológicas, alterações hormonais, uso de determinados fármacos, álcool e consumo de algumas drogas, a idade (jovem) e atitudes negativas em relação à atividade sexual, são alguns dos fatores que podem influenciar negativamente a fase orgástica.

Dispareunia

Dor persistente na zona genital ou pélvica durante as relações sexuais. Embora a dor seja experimentada com maior frequência durante o coito, também pode ocorrer antes ou após a relação sexual.

Determinados problemas orgânicos como inflamações ginecológicas, fatores relacionais, conflitos psicossexuais, são algumas das causas podem contribuir para que a mulher sinta dor na relação sexual.

Vaginismo

Dificuldade da mulher em tolerar a penetração, devido à contração involuntária, recorrente ou persistente, dos músculos do períneo adjacentes ao terço inferior da vagina.

Podem estar na origem do vaginismo fatores orgânicos ou fatores psicológicos e emocionais que incluem:

  • Falta de informação e crenças erradas ou negativas sobre a sexualidade (culpa, educação conservadora)
  • Inexperiência que pode conduzir a medos ou bloqueios e a uma resposta condicionada
  • Experiências prévias com dor.
  • Traumas

Disfunções sexuais masculinas

Muitos homens sentem-se ainda muito retraídos na procura de ajuda médica relativamente a problemas de carácter sexual e reprodutivo que possam ter. Mas, quanto mais cedo assumirem que podem precisar de apoio e aconselhamento médico, mais qualidade de vida ganham. É importante partilhar para não sofrer. Muitas das disfunções são facilmente tratáveis.

As disfunções sexuais masculinas mais comuns são:

Tipo de disfunção
Desejo Perturbação de desejo sexual hipoactivo
Excitação Disfunção eréctil
Orgasmo Disfunções Ejaculatórias

Inibição do orgasmo

Dor Dispareunia

Perturbação de desejo sexual hipoactivo

 “Ausência ou deficiência persistente ou recorrente de fantasias e desejo de actividade sexual” (Fonte: DSM IV)

Causas psicológicas:

  • Pode estar associada a outras disfunções sexuais no homem ou na parceira
  • Distanciamento emocional e conflitos no casal também foram associados a esta disfunção, embora seja difícil perceber se é a causa ou a consequência desta disfunção
  • Doenças psiquiátricas (depressão e perturbações de ansiedade)
  • Acontecimentos de vida, luto e outras perdas

Causas orgânicas

  • Efeitos gerais de uma doença física
  • Doenças físicas específicas: Doença hepática, Tumores pituitários secretores de prolactina, Deficiência de testosterona (rara, embora seja frequente na prática clínica os doentes associarem a sua diminuição do desejo à diminuição de testosterona, sendo mais dificil reconhecer causas mais prováveis como a perda de atracção pela parceira)
  • Iatrogenia : Antihipertensores, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes

Disfunção eréctil

A idade é um fator que se relaciona com o aparecimento de disfunção eréctil. Enquanto os indivíduos mais jovens têm mais probabilidade de desenvolver disfunção eréctil de causa psicológica, os homens com mais idade desenvolvem habitualmente disfunção eréctil de causa orgânica, devido a uma maior comorbilidade com diversos fatores de risco.

A disfunção eréctil ou impotência sexual é a incapacidade persistente ou recorrente para atingir ou manter uma ereção adequada até completar a atividade sexual, provocando acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal.

A disfunção eréctil pode dever-se a várias causas, nomeadamente orgânicas, psicológicas ou mistas.
Para a resolução da disfunção eréctil é fundamental não só a ida a um especialista, para se chegar a um diagnóstico adequado, como o diálogo aberto com a(o) parceira(o).

As causas da disfunção erétil podem ser muito variadas:

  • Doenças vasculares (arteriosclerose, problemas cardíacos, hipertensão, etc.)
  • Problemas neurológicos (lesões nervosas, esclerose múltipla, doenças degenerativas, etc.)
  • Diabetes
  • Problemas hormonais (redução na produção de hormonas)
  • Uso de determinados medicamentos
  • Problemas psicológicos
  • Stresse
  • Depressão
  • Ansiedade de execução
  • Medo do fracasso
  • Baixa auto estima
  • Insatisfação / Conflito conjugal
  • Informação deficiente/mitos sobre a sexualidade

Uma vez que as causas da disfunção erétil são de natureza diversa, os tratamentos podem envolver o aconselhamento sexual, uma terapêutica medicamentosa e em alguns casos a cirurgia. Antes de qualquer decisão, o profissional de saúde poderá começar por dar alguns conselhos que podem ser benéficos para a saúde sexual do homem, nomeadamente a prática de exercício físico, alimentação cuidada, redução do consumo do álcool ou tabaco, bem como um maior tempo de descanso.

Disfunções ejaculatórias

Ejaculação prematura, precoce ou rápida

Dificuldade em controlar a ejaculação, que em alguns casos pode ocorrer antes, no momento da penetração ou logo após a penetração, limitando a satisfação sexual. É uma das disfunções sexuais mais comuns, sobretudo entre os mais jovens, no entanto, muitas a vergonha face a esta dificuldade, não permite que muitos homens procurem tratamento.

As causas são sobretudo psicológicas, relacionadas com ansiedade e stresse, mas podem estar envolvidas causas biológicas. Pode também estar associada a consumo de álcool ou drogas. O seu tratamento poderá incluir a terapia sexual, psicoterapia e medicação.

Anejaculação

Ausência completa de ejaculado estando conservada a sensação de orgasmo. Deve-se à inexistência de fase de emissão, havendo fase de expulsão.

Etiologia:

Principais Causas psicológicas:

  • Receio de provocar uma gravidez
  • Ejaculações fora do coito sob a forma de poluções noturnas, ao acordar ou no decorrer da masturbação

Principais Causas orgânicas:

  • Esclerose múltipla
  • Mielite transversa
  • Lesões vertebro-medulares
  • Iatrogenia medicamentosa e cirúrgica

Ejaculação retrógrada

Ausência total ou parcial de emissão de ejaculado, devido ao insuficiente encerramento do esfíncter uretral interno. O esperma passa da uretra posterior para o interior da bexiga permanecendo a sensação de orgasmo.

Etiologia:

As causas poderão ser de ordem psicológica, neurológica e medicamentosa.

Ejaculação asténica

Também chamada de ejaculação babante ou incompetência parcial ejaculatória (Kaplan, 1988), consite na diminuição ou ausência de contrações musculares que projetam o esperma (ejaculação sem força).

Etiologia:

  • Ocorre em homens com lesões medulares abaixo da L1, como os paraplégicos e para parésicos em que só permanece ativo o centro secretor medular.
  • Causa urológica obstrutiva: HBP, Estenoses uretrais, Hipotonias do esfíncter externo

Ejaculação retardada

Também chamada de incompetência ejaculatória (Masters & Johnson, 1970), deve-se ao atraso ou inibição específica dos mecanismos de ejaculação. É involuntariamente uma ejaculação muito tardia.

Relativamente pouco frequente e a prevalência não ultrapassa os 5%

Inibição do orgasmo masculino

Dificuldade persistente ou incapacidade de atingir o orgasmo apesar da presença de desejo, de excitação e estimulação. O homem não é capaz de ejacular com a sua parceira, sendo capaz de ejacular na masturbação ou durante o sono. Diferente da anejaculação porque nesta o homem consegue atingir o orgasmo.

Relativamente raro e provavelmente a disfunção que se encontra menos frequentemente na prática clínica.

Etiologia:

Causas orgânicas relacionadas com iatrogenia farmacológica:

  • Anticolinérgicos
  • Antiadrenérgicos
  • Antihipertensores
  • Psicofarmacos

Causas psicológicas:

  • Estimulação desadequada
  • Medo (gravidez, compromisso)
  • Ansiedade de performance
  • Trauma sexual prévio
  • Hostilidade da parceira e problemas na relação conjugal
  • Homossexualidade latente

Dispareunia

Dor genital antes, durante ou após a relação sexual. Ocorre apenas em cerca de 1% nas amostras clínicas

Causas orgânicas:

  • Infeção genital
  • Prostatite
  • Fimose

Causas psicológicas:

  • Não existem resultados de estudos sobre o tratamento psicológico desta condição
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O que é Terapia Sexual

O que é Terapia Sexual?

Terapia SexualPsicologia

Terapia que se dispõe a tratar as disfunções/dificuldades sexuais, através de técnicas (comportamental cognitiva). A terapia sexual tem o propósito de ser breve e focal. Pode estar ou não associada à outra linha psicoterapêutica. O processo terapêutico pode ocorrer individualmente ou com o casal, mesmo sem parceria é possível tratar qualquer disfunção.

Quais os profissionais que podem atuar na área da terapia sexual?

Psicólogos ou médicos com pós-graduação ou especialistas na área de sexualidade.

O que trata?

Toda e qualquer disfunção ou insatisfação de cunho sexual ou emocional.

O que são disfunções sexuais?

Qualquer alteração nas fases das respostas sexuais; Resposta sexual humana; Manifestações físicas e psíquicas frente a um estímulo sexual que ocorre nas fases abaixo:

  • Desejo: Fase da resposta sexual humana em que estão presentes fantasias sexuais e estímulos sexuais (visuais, auditivos, olfativos, gustativos e táteis).
  • Excitação: fase em que ocorrem várias modificações no organismo tanto feminino como masculino.
  • Orgasmo: fase de contrações perigenitais e alterações cardiorespiratórias no homem e na mulher. Ápice do prazer na relação sexual.
  • Resolução: fase de relaxamento.

 

Masculinas

 

  • Inibição de Desejo: perda total ou parcial do desejo;
  • Ejaculação Rápida: o tempo da ejaculação não atende a necessidade da parceria ou frustra o indivíduo pela falta de controle da ejaculação que pode ocorrer antes ou pouco tempo após a penetração;
  • Anejaculação: ocorrem as sensações orgásmicas normais sem expulsão da ejaculação;
  • Ejaculação retardada: incapacidade ou grande dificuldade do homem de ejacular;
  • Ejaculação retrógrada: ocorre a ausência da ejaculação;
  • Disfunção Erétil: incapacidade total ou parcial de ter ou manter uma ereção;
  • Aversão Sexual: persistência ou recorrência de aversão fóbica e evitação do contato sexual;
  • Parafilias: Exibicionismo, Fetichismo, Pedofilia, Masoquismo / Sadismo, Travestismo, Voyeurismo dentre outras parafilias.

 

Terapia SexualFemininas

 

  • Inibição de Desejo: perda total ou parcial do desejo.
  • Anorgasmia: dificuldade, ou impossibilidade de obter orgasmo após suficiente estímulo sexual;
  • Dispareunia: dor persistente ou recorrente associada com o intercurso vaginal (penetração);
  • Vaginismo: impossibilidade total de penetração impedindo quase sempre ou sempre a penetração;
  • Dor sexual Não-coital: dor genital ou extragenital, associada à possibilidade e ou estímulo sexual;
  • Aversão Sexual: persistência ou recorrência de aversão fóbica e evitação do contato sexual;
  • Parafilias: Exibicionismo, Fetichismo, Pedofilia, Masoquismo / Sadismo, Travestismo, Voyeurismo dentre outras parafilias.
  • Quais outras questões relevantes de inadequações sexuais na vida a dois que podem ser motivos de queixas do casal ou individuais?
  • Discrepância na disponibilidade (desejo) de atividade sexual;
  • Necessidades diferentes, questões relacionadas a jogos sexuais, preliminares ou necessidades da diversidade no ato sexual;
  • Falta de informação sexual, tabus, questões religiosas, entre outros.

 

 

O que esperar da terapia sexual?

Aproximação do casal, melhora na comunicação, maior conhecimento do próprio corpo e do corpo da parceria, modificações da memória corporal, modificação e resoluções da queixa inicial, descoberta de novas possibilidades de prazer e excitação para siDifusão Sexualmesmo e para o outro, baixa da ansiedade, culpa eobrigatoriedade para com o desempenho sexual, desenvolvimento da auto estima e do auto erotismo, ampliação da consciência, enfim, uma vida sexual mais saudável e mais prazerosa.

O que causa a disfunção sexual?

Histórico familiar, questões religiosas, falta de informação, distorção, tabus preconceitos, falta de educação sexual adequada, experiências traumática, aspectos da personalidade entre outras questões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O que é Reiki?

O que é Reiki?

Um breve resumo sobre o que é Reiki
Reiki é uma técnica japonesa para redução do estresse e relaxamento que promove a cura. É transmitido através da “imposição de mãos” e baseia-se na ideia de que uma “energia vital” invisível flui através de nós e é o que nos faz estarmos vivos. Se o nível de “energia vital” está baixo, ficamos mais propensos às doenças ou mais estressados. Se estiver alta, somos mais capazes de nos sentirmos felizes e saudáveis.

Para entender o que é Reiki, devemos entender o significado de seu nome. A palavra Reiki é composta de duas palavras japonesas: Rei – ” sabedoria divina ou o poder superior ” – e Ki – ” energia vital “. Acredita-se então que Reiki é a energia vital espiritualmente guiada.

Em um tratamento, o paciente sente como se um maravilhoso fluxo de energia positiva passasse através e ao redor de seu corpo. O Reiki trata a pessoa como um todo, incluindo corpo, emoção, mente e espírito, criando muitos efeitos benéficos que incluem relaxamento, um profundo sentimento de paz, segurança e bem-estar. Muitos relataram sobre seus resultados milagrosos.

Reiki é um método simples, natural e seguro de cura espiritual e melhora que todos podem usar. Tem se mostrado eficaz na cura de, praticamente, todas as doenças conhecidas e cria efeito benéfico. Pode ser usado também em conjunto com todos os outros tratamentos médicos ou terapêuticos para aliviar efeitos colaterais e promover recuperação mais rápida. Não há nenhuma contraindicação.

O que é Reiki? Cura pela imposição das mãos
Uma técnica extremamente simples de aprender, a capacidade de usar o Reiki não é ensinado no sentido usual, mas transferida para o aluno durante sua iniciação no curso de Reiki. Essa habilidade é passada por um mestre Reiki e permite ao aluno explorar um suprimento ilimitado de “energia vital” para melhorar sua saúde e qualidade de vida.

Seu uso não dependente de sua capacidade intelectual ou seu desenvolvimento espiritual e, portanto, está disponível para todos. O Reiki tem sido ensinado e transmitido, com muito sucesso, para milhares de pessoas, de todas as idades e origens.

Apesar de o Reiki ser de natureza espiritual, não é uma religião . Não tem nenhum dogma e não há nada em que se deva acreditar a fim de receber, aprender ou usar Reiki. Na verdade, Reiki não é dependente de crença e vai fluir da mesma forma, crendo em sua força ou não.

Como o Reiki vem do Universo, muitas pessoas acham que seu uso os coloca em contato com a experiência de sua religião ao invés de ter apenas um conceito intelectual dela, mas esta é só uma forma de olhar esta energia e entender o que é o Reiki.

O Reiki é de natureza espiritual, mas não religiosa, ele não tem nem ensina nenhum dogma e seus praticantes não precisam acreditar em nada para aprender a usá-lo ou recebê-lo. Em fato, Reiki não depende de crença, fé ou religiosidade para fazer efeito.

Agora você já sabe o que é Reiki.

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A Psicanálise

“Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas ações, dos seus propósitos e dos seus desejos.”
                            Padre Vieira, no Sermão de São Francisco Xavier Dormindo

Cabe um esclarecimento inicial ao leitor: eu procurei montar esta página com o pensamento original de Freud, apesar de estar consciente de que vários dos postulados originais da psicanálise foram revisados e modificados – vários deles considerados ultrapassados pelo próprio Freud em seus últimos anos. Também não abordarei aqui a doutrina freudiana em toda a sua extensão e implicações. Por isso, aconselho o leitor a procurar um psicanalista licenciado que possa orientá-lo corretamente nessa matéria.

A Psicanálise é ao mesmo tempo um modo particular de tratamento do desequilíbrio mental e uma teoria psicológica que se ocupa dos processos mentais inconscientes; uma teoria da estrutura e funcionamento da mente humana e um método de análise dos motivos do comportamento; uma doutrina filosófica e um método terapêutico de doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica. Originou-se na prática clínica do médico e fisiologista Josef Breuer, devendo-se a Sigmund Freud (1856-1939) a valorização e aperfeiçoamento da técnica e os conceitos criados nos desdobramentos posteriores do método e da doutrina, o que ele fez valendo-se do pensamento de alguns filósofos e de sua própria experiência profissional.

A formulação da Psicanálise representou basicamente a consolidação em um corpo doutrinário de conhecimentos existentes, como a estrutura tripartite da mente, suas funções e correspondentes tipos de personalidade, a teoria do inconsciente, o método terapêutico da catarse, e toda a filosofia pessimista da natureza humana difundida na época. Além de alicerçar-se – como método terapêutico -, nas descobertas do médico austríaco Josef Breuer, como doutrina tem em seus fundamentos muito do pensamento filosófico de Platão e do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. No entanto, ao serem esses conhecimentos incorporados na Psicanálise, foi aberto o caminho para um número grande de conceitos subordinados que eram novos, como os de atos sintomáticos, sublimação, perversão, tipos de personalidade, recalque, transferência, narcisismo, projeção, introjeção, etc. A psicanálise constituiu-se, por isso, em um modo novo de abordar as condições psíquicas correspondentes a estados de infelicidade e a comportamentos anti-sociais, e deu nascimento ao tratamento clínico psicológico e psiquiátrico moderno.

A extraordinária popularidade da psicanálise poderá, talvez, ser explicada, em parte, pela sua ousada concepção da motivação humana, ao colocar o sexo – objeto natural de interesse das pessoas e também sua principal fonte de felicidade -, como único e poderoso móvel do comportamento humano. O mundo civilizado, pouco antes chocado com a tese evolucionista de que o homem descendia dos chimpanzés, já não se surpreendia com a tese de que o sexo dominava o inconsciente e estava subjacente a todos os interesses humanos. A novidade foi recebida com divertido espanto e prazerosa excitação. Em que pese os detalhes picarescos de muitas narrativas clínicas, a abordagem do sexo sob um aspecto científico, em plena era vitoriana, representou uma sublimação (para usar um conceito da própria psicanálise) que permitiu que a sexualidade fosse, sem restrições morais, discutida em todos os ambientes, inclusive nos conventos. Essa permeabilidade subjetiva confundiu-se com profundidade científica, e a teoria foi levada a aplicação em todos os campos das relações sociais, nas artes, na educação, na religião, em análises biográficas, etc. Porém, a questão da motivação sexual foi causa de se afastarem do círculo de Freud aqueles que haviam inicialmente se entusiasmado pela psicanálise como método de análise do inconsciente, entre eles Carl Jung, Otto Rank, e Alfred Adler que decidiram por outras teses, e fundaram suas próprias correntes psicanalíticas. No seu todo, a psicanálise foi fortemente contestada por outras correntes, inclusive a da fenomenologia, a do existencialismo, e a da logoterapia de Viktor Frankl.

O pensamento de Freud está principalmente em três obras: “Interpretação dos Sonhos”, a mais conhecida, que publicou, em 1900; “Psicopatologia da Vida Cotidiana”, publicada em 1901 e na qual apresenta os primeiros postulados da teoria psicanalítica, e “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade”, de 1905, que contem a exposição básica da sua teoria.

Em “Mal Estar na Civilização”, publicado em 1930, Freud lança os conceitos de culturas neuróticas, mais os conceitos de projeção, sublimação, regressão e Transferência. Em “Totem e Tabu (1913/14) e “O Futuro de uma Ilusão”(1927) expõe sua posição sobre a religião. Os postulados da teoria são numerosos, e seu exame completo demandaria um espaço muito extenso, motivo porque somente os aspectos usualmente mais conhecidos da doutrina e do método serão examinados nesta página.

Importância do instinto sexual. Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava através dos sintomas (neurose) era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas neuróticos que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à “repressão” tornada também inconsciente. A revelação da “repressão” inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e pela interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional – recalque e esquecimento – neurose – análise pela livre associação – recordação – transferência – descarga emocional – cura.

Estrutura tripartite da mente. Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, ao Superego e ao Ego da sua teoria que atribui funções físicas para as partes ou órgãos da mente (1923 – “O Ego e o Id”).

O Id, regido pelo “princípio do prazer”, tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida..

O Superego, que é gradualmente formado no “Ego”, e se comporta como um vigilante moral. Contem os valores morais e atua como juiz moral. É a parte irascível da alma, a que correspondem os “vigilantes”, na teoria platônica.

Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção da imagem do “Eu ideal”, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o inicio da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social (1923 “O Ego e o Id”).

O Ego ou o Eu é a consciência, pequena parte da vida psíquica, subtraída aos desejos do Id e à repressão do Superego. Lida com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. Racionaliza em favor do Id, mas é governado pelo “princípio de realidade” ou seja, a necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao Id sem transgredir as exigências do Superego. É a alma racional, no esquema platônico. É a parte perceptiva e a inteligência que devem, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres ou que, ao contrário, imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida.

O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id, a severidade repressiva do Superego e os perigos do mundo exterior. Se submete-se ao Id, torna-se imoral e destrutivo; se submete-se ao Superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; e se não se submeter á realidade do mundo, será destruído por ele. Por esse motivo, a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial. Estamos divididos entre o principio do prazer (que não conhece limites) e o principio de realidade (que nos impõe limites externos e internos). Tem a dupla função de, ao mesmo tempo, recalcar o Id, satisfazendo o Superego, e satisfazer o Id, limitando o poder do Superego. No indivíduo normal, essa dupla função é cumprida a contento. Nos neuróticos e psicóticos o Ego sucumbe, seja porque o Id ou o Superego são excessivamente fortes, seja porque o Ego é excessivamente fraco.

O inconsciente, diz Freud, não é o subconsciente. Este é aquele grau da consciência como consciência passiva e consciência vivida não-reflexiva, podendo tomar-se plenamente consciente. O inconsciente, ao contrário, jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação desenvolvidas pela psicanálise.

Atos falhos ou sintomáticos. Os chamados Atos sintomáticos são para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente: e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). São os lapsus linguae, popularmente ditos “traição da memória”, ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter conseqüências graves.

Motivação. Para explicar o comportamento Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da espécie) e do instinto de conservação (sobrevivência individual). Mas todas as suas colocações giram em torno do sexo. A força que orienta o comportamento estaria no inconsciente e seria o instinto sexual;

Fases do desenvolvimento sexual. Freud contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo. Este passa por sucessivos tipos de caráter: oral, anal e genital. Pode sofrer regressão de um dos dois últimos a um ou outro dos dois anteriores, como pode sofrer fixação em qualquer das fases precoces.  Essas fases se desenvolverão entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos de idade, e estão ligadas ao desenvolvimento do Id:

(1) Na fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer;

(2) Na fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer;

(3)Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mae é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai.

Tipos de personalidade. .

Aqueles que se detêm em seu desenvolvimento emocional, e por algum motivo se fixam em qualquer uma das fases transitórias (Freud. 1908), constituem tipos e subtipos de personalidade nomeados segundo a fase correspondente de fixação.

O tipo que se detém na fase oral é o Oral receptivo, pessoa dependente – espera que tudo lhe seja dado sem qualquer reciprocidade; ou o Oral sadístico, o que se decide a empregar a força e a astúcia para conseguir o que deseja. Explorador e agressivo, não espera que alguém lhe dê voluntariamente qualquer coisa.

O Anal sadístico é impulsivamente avaro, e sua segurança reside no isolamento. São pessoas ordenadas e metódicas, parcimoniosas e obstinadas.

O tipo genital é a pessoa plenamente desenvolvida e equilibrada

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Complexos de Édipo. Depois de ver nos seus clientes o funcionamento perfeito da estrutura tripartite da alma conforme a teoria de Platão, Freud volta à cultura grega em busca de mais elementos fundamentais para a construção de sua própria teoria.

No centro do “Id”, determinando toda a vida psíquica, constatou o que chamou Complexo de Édipo, isto é, o desejo incestuoso pela mãe, e uma rivalidade com o pai. Segundo ele, é esse o desejo fundamental que organiza a totalidade da vida psíquica e determina o sentido de nossas vidas. Freud introduziu o conceito no seu Interpretação dos Sonos (1899). O termo deriva do herói grego Édipo que, sem saber, matou seu pai e se casou com sua mãe. Freud atribui o complexo de Édipo às crianças de idade entre 3 e 6 anos. Ele disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Se o relacionamento prévio com os pais fosse relativamente amável e não traumático, e se a atitude parental não fosse excessivamente proibitiva nem excessivamente estimulante, o estagio seria ultrapassado harmoniosamente. Em presença do trauma, no entanto, ocorre uma neurose infantil que é um importante precursor de reações similares na vida adulta. O Superego, o fator moral que domina a mente consciente do adulto, também tem sua parte no processo de gerar o complexo de Édipo. Freud considerou a reação contra o complexo de Édito a mais importante conquista social da mente humana. Psicanalistas posteriores consideram a descrição de Freud imprecisa, apesar de conter algumas verdades parciais.

Complexo de Eletra. O equivalente feminino do Complexo de Édipo é o Complexo de Eletra, cuja lenda fundamental é a de Electra e seu irmão Orestes, filhos de Agamemnon e Clytemnestra. Eletra ajudou o irmão a matar sua mãe e o amante dela, um tema da tragédia grega abordado, com pequenas variações, por Sófocles, Eurípedes e Esquilo.

Narcisismo. Conta o mito que o jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria imagem. Um dia, passeando por um bosque, encontrou um lago. Aproximou-se e viu nas águas um jovem de extraordinária beleza e pelo qual apaixonou-se perdidamente. Desejava que o jovem saísse das águas e viesse ao seu encontro, mas como ele parecia recusar-se a sair do lago, Narciso mergulhou nas águas, foi ás profundezas á procura do outro que fugia, morrendo afogado. Narciso morrera de amor por si mesmo, ou melhor, de amor por sua própria imagem ou pela auto-imagem. O narcisismo é o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos, porque não conseguimos diferenciar um do outro. Como crítica à humanidade em geral – que se pode vislumbrar em Freud – narcisismo é a bela imagem que os homens possuem de si mesmos, como seres ilusoriamente racionais e com a qual estiveram encantados durante séculos.

Mecanismos de defesa são processos subconscientes que permitem à mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A psicanálise supõe a existência de forças mentais que se opõem umas às outras e que batalham entre si. Freud utilizou a expressão pela primeira vez no seu “As neuroses e psicoses de defesa”, de 1894. Os mecanismos de defesa mais importante são:

Repressão, que é afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável.

Defesa de reação, que consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos ambos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são inconfessáveis. Um pai que é pouco amado, recebe do filho uma atenção por vezes exagerada para que este convença a si mesmo de que é um bom filho.

Projeção. Consiste em atribuir ao outro um desejo próprio, ou atribuir a alguém, algo que justifique a própria ação. O estudante cria o hábito de colar nas provas dizendo, para se justificar, que os outros colam ainda mais que ele.

Regressão é o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas. Aplica-se também ao regresso a fases anteriores da sexualidade, como acima..

Substituição. O inconsciente, em suas duas formas, está impedido de manifestar-se diretamente à consciência, mas consegue fazê-lo indiretamente. A maneira mais eficaz para essa manifestação é a substituição, isto é, o inconsciente oferece à consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego. Os substitutos são imagens (representações analógicas dos objetos do desejo) e formam o imaginário psíquico que, ao ocultar e dissimular o verdadeiro desejo, o satisfaz indiretamente por meio de objetos substitutos (a chupeta e o dedo, para o seio materno; tintas e pintura ou argila e escultura para as fezes, uma pessoa amada no lugar do pai ou da mãe, de acordo com as fases da sexualidade, como acima).

Além dos substitutos reais, o imaginário inconsciente também oferece outros substitutos, os mais freqüentes sendo os sonhos, os lapsos e os atos falhos. Neles, realizamos desejos inconscientes, de natureza sexual. São a satisfação imaginária do desejo. Alguém sonha, por exemplo, que sobe uma escada, está num naufrágio ou num incêndio. Na realidade, sonhou com uma relação sexual proibida. Alguém quer dizer uma palavra, esquece-a ou se engana, comete um lapso e diz uma outra que o surpreende, pois nada terá a ver com aquela que queria dizer: realizou um desejo proibido. Alguém vai andando por uma rua e, sem querer, torce o pé e quebra o objeto que estava carregando: realizou um desejo proibido.

Sublimação. A Ética pede a renúncia às gratificações puramente instintuais por outras em conformidade com valores racionais transcendentes. A sublimnação consistitui a adoção de um comportamento ou de um interesse que possa enobrecer comportamentos que são instintivos de raiz  Um homem pode encontrar uma válvula para seus impulsos agressivos tornando-se um lutador campeão, um jogador de football ou até mesmo um cirurgião. Para Freud as obras de arte, as ciências, a religião, a Filosofia, as técnicas e as invenções, as instituições sociais e as ações políticas, a literatura e as obras teatrais são sublimações, ou modos de substituição do desejo sexual de seus autores e esta é a razão de existirem os artistas, os místicos, os pensadores, os escritores, cientistas, os líderes políticos, etc.

Transferência. Freud afirmou que a ligação emocional que o paciente desenvolvia em relação ao analista representava a transferência do relacionamento que aquele havia tido com seus pais e que inconscientemente projetava no terapeuta. O impasse que existiu nessa relação infantil criava impasses na terapia, de modo que a solução da transferência era o ponto chave para o sucesso do método terapêutico. Embora Freud demorasse a considerar a questão inversa, a da atratividade do paciente sobre o terapeuta, esse problema se manifestou tão cedo quanto ainda ao tempo das experiência de Breuer, que teria se deixado afetar sentimentalmente por sua principal paciente, Bertha Pappenheim.

Os mecanismos de defesa são aprendidos na família ou no meio social externo a que a criança e o adolescente estão expostos. Quando esses mecanismos conseguem controlar as tensões, nenhum sintoma se desenvolve, apesar de que o efeito possa ser limitador das potencialidades do Ego, e empobrecedor da vida instintual. Mas se falham em eliminar as tensões e se o material reprimido retorna à consciência, o Ego é forçado a multiplicar e intensificar seu esforço defensivo e exagerar o seu uso. É nestes casos que a loucura, os sintomas neuróticos, são formados. Para a psicanálise, as psicoses significam um severa falência do sistema defensivo, caracterizada também por uma preponderância de mecanismos primitivos. A diferença entre o estado neurótico e o psicótico seria, portanto, quantitativa, e não qualitativa.

Perversão. Porém, assim como a loucura é a impossibilidade do Ego para realizar sua dupla função (conciliação entre Id e Superego, e entre estes e a realidade), também a sublimação pode não ser alcançada e, em seu lugar, surgir uma perversão ou loucura social ou coletiva. O nazismo é um exemplo de perversão, em vez de sublimação. A propaganda, que induz no leitor ou espectador desejos sexuais pela multiplicação das imagens de prazer, é outro exemplo de perversão ou de incapacidade para a sublimação.

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente. (Significados conscientes e subconscientes). A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os objetos e a todas as pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos. As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas afetivas de libido. Assim, sem que saibamos por que, desejamos e amamos certas coisas e pessoas e odiamos e tememos outras.

É por esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos trazem bem-estar, sem que saibamos o motivo. A origem das simpatias e antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra infância, em geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se formaram as relações afetivas fundamentais e o complexo de Édipo.

A dimensão imaginária de nossa vida psíquica – substituições, sonhos, lapsos, atos falhos, prazer e desprazer, medo ou bem-estar com objetos e pessoas – indica que os recursos inconscientes surgem na consciência em dois níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais). Nossa vida normal se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário. Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.

A psicanálise e a psicologia de Schopenhauer, Brentano e Hartmann

Os críticos consideram impressionante o quanto possivelmente Brentano influenciou a Freud. Este assistiu suas aulas por pelo menos dois anos, e exatamente na época que Brentano publicou seu famoso livro de 1874, Psychologie vom empirischen Standpunkte (Psychology from an Empirical Standpoint. Trad. de A. C. Rancurello, D. B. Terrell, and L. L. McAlister. Ed. Routledge & Kern Paul, Londres, 1973; 448 p. – “A Psicologia de um ponto de vista empírico”) em que seu equacionamento entre o físico e o psíquico, o psicossomático, é mais salientado.  Arthur Schopenhauer é citado inúmeras vezes no referido livro, onde Brentano também discute amplamente Karl von Hartman, filósofo alemão chamado “o filósofo do inconsciente”, autor de “A filosofia do inconsciente”, de 1869, o faz precisamente na questão dos estados mentais inconscientes. Brentano gozava de grande popularidade em meio aos estudantes, entre os quais estavam, além de Sigmund Freud, o psicólogo Carl Stumpf, e o filósofo Edmund Husserl.

O quanto Freud retirou de Schopenhauer foi provavelmente através de Brentano. Alguns críticos de Freud dizem que ele não fez muito mais que desenvolver na Psicanálise as idéias que o filósofo apresentou em seu livro “O mundo como vontade e representação”. E o mais importante, Schopenhauer articula a maior parte da teoria freudiana da sexualidade. A começar pela sua teoria dos instintos, o poder dos complexos com origem na inibição sexual, incesto, fixação materna e complexo de Édipo, correspondem perfeitamente  à Vontade opressora que, na psicologia de Schopenhauer, dirige as ações do homem, e o faz de modo total, não apenas no instinto sexual (Eros) como também no instinto de morte (Tanatus) uma manifestação da mesma Vontade condutora da natureza.

O conceito de “Vontade” de Schopenhauer contem também os fundamentos do que viriam a ser os conceitos de “inconsciente” e “Id” da doutrina freudiana. A Vontade como coisa absoluta e auto-suficiente, tem ela própria “desejos”. Quando se manifesta na forma de uma criatura ela busca se perpetuar por via dos meios de reprodução dessa criatura. Por isso o sexo é básico para a Vontade perpetuar a si própria. Resulta que o impulso sexual é o mais veemente de todos os apetites, o desejo dos desejos, a concentração de toda nossa vontade.

O que Schopenhauer escreveu sobre a loucura antecipou a teoria da repressão e a concepção da etiologia das neuroses na teoria da Psicanálise e inclusive o que veio a ser a teoria fundamental do método da livre associação de idéias utilizado por Freud. .

 

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